quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Primeiro encontro do Grupo de Estudos de Cosmovisão Cristã da Bioética

Ocorreu no dia 15 de dezembro, nas dependências da Faculdade Teológica Betânia - FATEBE em Curitiba o 1º Encontro do Grupo de Estudos de Cosmovisão Cristã da Bioética. 

Os trabalhos iniciaram-se com detalhamento do conceito do grupo de estudos e a forma como as reuniões ocorrerão, que consiste na primeira parte o estudo de uma obra de referência de Bioética e na segunda parte a discussão de tema contemporâneo e relevante para a bioética. 

Grupo de Estudos Cosmovisão Cristã da Bioética
Nesta reunião foi iniciado os estudos da obra de Tristram Engelhardt, Fundamentos da Bioética Cristã Ortodoxa e debate sobre os textos Juízes decidem: Chimpanzés não tem os mesmos direitos dos humanos (Matéria do Jornal O Globo) e After-birth abortion:why should the baby live? do artigo da gazeta do povo A macabra defesa do infanticídio.

A data para o próximo encontro ainda será definida, provavelmente ocorra no mês de fevereiro. 

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

A Bioética universal na obra de Paulo Freire

Interessante Tese de Doutorado da UnB, relacionando a obra de Paulo Freire com a Bioética. De fato faz-se necessário pensar uma bioética a partir de cultura brasileira.



Link da Unb  http://www.unb.br/noticias/unbagencia/unbagencia.php?id=8956

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Por uma bioética da libertação.

                                                     Podemos falar em uma bioética da libertação? 

Penso que sim na medida em que os excluídos e destituídos 
ao acesso a tecnologias de ponta se encontram em uma
 situação muito mais fragilizada pela maximização 
do poder daqueles em posições de controle 
político-econômico. Está maximização resultará 
em um aprofundamento inimaginável das desigualdades
 sociais, a ponto de fragmentarmos a sociedade não mais em classes sociais, 
mas em "espécies" sociais.

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

2 ª Edição Seminário da Vida.

A segunda edição do Seminário da Vida vai ocorrer  dia 21 de setembro, a partir das 8h10, no auditório da biblioteca da PUCPR, em Curitiba. - Confira no pôster abaixo 
Inscrições e mais informações no site: http://www.seminariodavida.com.br


quinta-feira, 17 de julho de 2014

XIV Simpósio Internacional IHU.


Congresso Luso Brasileiro de Bioética

VIII ENCONTRO LUSO-BRASILEIRO DE BIOÉTICA

II ENCONTRO LUSÓFONO DE BIOÉTICA
III ENCONTRO DE BIOETICA DO PARANÁ

TEMA CENTRAL: BIOÉTICA E DIVERSIDADE

11-13 de Setembro de 2014/Curitiba – PR

Maiores informações acesse : http://lusobioetica.com/


O futuro e suas inquietações.


Nos últimos 100 anos a ciência sofreu uma profunda mudança em suas características. Um exercício de poucos, normalmente de âmbito solitário de um laboratório e de descobertas que poderiam impactar a sociedade mas de forma geral não traziam grandes problemas. Mas este cenário mudou drasticamente, a ciência se institucionalizou, se profissionalizou e tornou-se condição importantíssima para o desenvolvimento da humanidade. 


Penso que consciência da importância e dos riscos, seja pelos desmandos dos centistas ou pela aplicação das descobertas, se deu na segunda grande guerra. Foi o acontecimento do século passado em que mais se utilizou o desenvolvimento de ciência e tecnologia para fins bélicos, mesmo das ciências ditas como teóricas. 

Temos do desenvolvimento de computadores para criptografar mensagens, ao desenvolvimento da armas de destruição em massa (bomba atômica) passando pelo desenvolvimento de mísseis balísticos e experiências médicas com seres humanos em campos de concentração. 

Estas tecnologia usada para o esforço de guerra provou que a ciência e a tecnologia iriam mudar radicalmente a forma como as guerras seriam conduzidas deste ponto em frente. 

A bomba nuclear originou-se de ciência pura, ao se verificar que a matéria poderia ser transformada em energia e que a desintegração de um átomo liberaria uma grande quantidade de energia, deu-se o primeiro passo para a construção da bomba atômica, mesmo que em nenhum momento da pesquisa houvesse este direcionamento, talvez pela ingenuidade que a própria ciência tinha das suas consequências. 

Porém hoje vivemos sob o risco de uma destruição total, pela quantidade de armamentos nucleares que existe, de toda a humanidade e da vida neste planeta. 

A ciência e a tecnologia não são mais ingênuas, ou pelo menos não podem se dar mais a este luxo. Existem sérias implicações em suas descobertas, talvez mais do que pode-se perceber em um primeiro momento, por isso a reflexão ética deveria fazer parte em todo o processo de construção de alguma pesquisa científica. Mas esta consciência deve nascer na comunidades cientifica como auto regulamentação, o que parece muito difícil de se conseguir, a máxima de que deveríamos perguntar de que, mesmo podendo fazer determinado procedimento científico, devemos? leva a um patamar ético que leva em consideração os grandes riscos que a ciência pode trazer atualmente. 

Na atualidade estes riscos são mais claramente observados em algumas áreas da ciência e tecnologia tais como biotecnologia, pesquisas em inteligência artificial, robótica avançada. Normalmente estas áreas acenam com desenvolvimentos fantásticos que proporcionaram à humanidade um avanço na qualidade de vida e na felicidade em geral, afinal para que deveria existir a ciência senão para isso?, mas esconde-se a outra face, os grandes riscos que estas tecnologias também podem acarretar.

Isto é justo? Quem decide se queremos que estas pesquisas continuem? Até onde deve ir a autonomia dos cientistas? Estas questões são profundamente importantes, mas pouquíssimas pessoas estão se debruçando sobre elas, e menos ainda são as que pressionam os governos para que haja um olhar mais de perto destas pesquisas.

Autor : Roberto Rohregger